O artigo intitulado « esquema de funcionamento de painel solar explicado de forma simples para entender bem » visa desmistificar o processo de produção de eletricidade a partir da luz solar. Foi concebido para oferecer uma compreensão clara e acessível, mesmo para aqueles sem conhecimentos técnicos prévios. Seguindo uma abordagem progressiva, detalharemos as etapas chave, desde os componentes básicos até às aplicações práticas, para que todos possam compreender o funcionamento dos painéis solares.
Pontos Chave a Retenir
- O princípio fundamental de um painel solar é a conversão direta da luz solar em eletricidade, um processo conhecido como efeito fotovoltaico.
- Os fotões da luz solar atingem as células de silício, libertando eletrões que criam uma corrente contínua (CC).
- Um inversor é essencial para transformar esta corrente contínua em corrente alternada (CA), o tipo de eletricidade que usamos nas nossas casas e empresas.
- A produção de energia solar é influenciada por vários fatores, como a orientação, a inclinação, as condições meteorológicas e a presença de sombras.
- Antes de qualquer instalação, são necessárias formalidades administrativas, nomeadamente a declaração de obras e o pedido de ligação à rede.
Compreender o esquema de funcionamento de um painel solar
Para entender como um painel solar produz eletricidade, é preciso olhar mais de perto os mecanismos que transformam a luz em energia utilizável. Não é magia, mas sim uma aplicação inteligente de princípios físicos.
O princípio da conversão da luz em eletricidade
No coração de cada painel solar encontram-se as células fotovoltaicas. Estas células são geralmente feitas de silício, um material semicondutor. Quando a luz solar, composta por partículas chamadas fotões, atinge estas células, ela dá-lhes energia. Esta energia faz com que os eletrões presentes no silício se movam. Este movimento de eletrões é o que chamamos de corrente elétrica contínua (CC). É como se cada fotão desse um pequeno impulso aos eletrões para os fazer avançar.
Os componentes essenciais de um painel fotovoltaico
Um painel solar não é apenas uma placa de vidro. É uma montagem bem pensada de vários elementos que trabalham em conjunto. Eis os principais:
- As células fotovoltaicas: São os elementos que fazem a conversão da luz em eletricidade. São o motor do painel.
- As camadas de encapsulamento: Protegem as células das intempéries, da humidade e dos choques. São frequentemente feitas de polímeros.
- O vidro: Uma ou duas camadas de vidro resistente encontram-se na frente para proteger as células, permitindo ao mesmo tempo a passagem máxima de luz.
- A estrutura: Geralmente em alumínio, dá a sua estrutura ao painel e permite fixá-lo solidamente.
O conjunto destas peças forma um sistema completo, frequentemente chamado de « Balance of System » ou B.O.S., que permite ao painel funcionar corretamente no âmbito de um sistema fotovoltaico.
O funcionamento de um painel solar baseia-se no efeito fotovoltaico. A luz solar, sob a forma de fotões, atinge as células semicondutoras (frequentemente em silício). Esta interação liberta eletrões, criando assim um fluxo de eletricidade sob a forma de corrente contínua. Este processo é a base da produção de energia solar.
É importante notar que o painel solar produz corrente contínua. Para que possa alimentar os seus aparelhos elétricos ou ser injetado na rede, esta corrente contínua deve ser transformada em corrente alternada (CA) por outro componente chave: o inversor que transforma a corrente contínua em corrente alternada.
O percurso da energia solar, do sol à sua tomada
Uma vez que os seus painéis solares captaram a luz solar, esta energia inicia uma viagem bem orquestrada para chegar aos seus aparelhos elétricos. Este trajeto é essencial para que possa desfrutar da eletricidade limpa que produz.
A luz solar atinge o painel
O processo começa com a chegada dos raios solares à superfície dos seus painéis fotovoltaicos. Estes raios são compostos por partículas de luz chamadas fotões. A eficiência desta primeira etapa depende de vários fatores, nomeadamente da orientação e da inclinação dos seus painéis, bem como da ausência de sombras projetadas.
Os fotões atingem as células de silício
Dentro de cada painel solar encontram-se células fotovoltaicas, geralmente feitas de silício. Quando os fotões da luz solar atingem estas células, transferem a sua energia. Esta energia é suficiente para libertar eletrões dos seus átomos no material semicondutor.
Eletrões são libertados e uma corrente contínua é gerada
O design específico das células fotovoltaicas cria um campo elétrico interno. Este campo força os eletrões libertados a moverem-se numa direção única. Este movimento de eletrões constitui uma corrente elétrica. Por enquanto, trata-se de uma corrente contínua (CC), semelhante à de uma pilha. Esta corrente contínua é depois encaminhada para o inversor para ser transformada em corrente alternada (CA), o tipo de eletricidade utilizada pela maioria dos seus aparelhos domésticos. Se procura uma solução simples para começar, os kits solares prontos a ligar podem ser uma opção interessante.
O percurso da eletricidade solar, desde a captação da luz até à sua utilização na sua casa, é um processo bem pensado. Cada etapa visa maximizar os benefícios da sua instalação, seja para reduzir as suas contas ou para contribuir para um ambiente mais saudável. O objetivo é tornar a sua casa mais autónoma energeticamente graças à energia solar.
A eletricidade produzida, uma vez convertida em corrente alternada, é dirigida para o seu quadro elétrico principal. É aí que é distribuída aos diferentes circuitos da sua casa. É possível acompanhar a sua produção e o seu consumo em tempo real, o que ajuda a gerir melhor a energia. Verificações regulares da sua instalação podem ajudar a manter um desempenho ótimo, como sugerem as dicas sobre os testes de painéis solares.
O efeito fotovoltaico explicado de forma simples
A transformação luz-eletricidade
O efeito fotovoltaico é o coração do funcionamento de qualquer painel solar. Basicamente, é o fenómeno que permite transformar a luz solar diretamente em eletricidade. Pode parecer um pouco mágico, mas é física pura e dura. Quando os raios solares, que são compostos por pequenas partículas chamadas fotões, atingem a superfície de uma célula solar, eles dão-lhe um impulso energético. Esta energia é suficiente para fazer mover eletrões, que são componentes minúsculos dos átomos. É este movimento de eletrões que cria a corrente elétrica.
O processo de produção de corrente contínua
As células de um painel solar são geralmente feitas de silício, um material semicondutor. Este silício é tratado de forma especial para criar um campo elétrico interno. Quando os fotões chegam e libertam os eletrões, este campo elétrico empurra-os numa direção precisa. Imagine uma pequena autoestrada para eletrões: eles são obrigados a seguir o caminho previsto. Este fluxo de eletrões numa única direção é o que se chama corrente contínua (CC). É um pouco como a corrente de uma pilha. Esta corrente contínua está então pronta a ser utilizada por certos aparelhos ou, mais frequentemente, transformada em corrente alternada (CA) por um aparelho chamado inversor para alimentar a maioria dos nossos aparelhos domésticos. O rendimento desta transformação depende de várias coisas, como a qualidade das células e a intensidade do sol. É por isso que a produção de eletricidade solar varia ao longo do dia e do ano. O princípio básico, no entanto, permanece o mesmo: a luz atinge, os eletrões movem-se, e eis eletricidade! Este fenómeno é a base da produção de eletricidade por painéis solares.
Eis as etapas chave deste processo:
- Absorção de fotões: As partículas de luz solar atingem as células fotovoltaicas.
- Libertação de eletrões: A energia dos fotões faz com que os eletrões escapem dos seus átomos no material semicondutor.
- Criação de corrente: Um campo elétrico integrado na célula direciona estes eletrões libertados, gerando assim um fluxo ordenado, ou seja, uma corrente contínua.
O silício, material de eleição para as células solares, possui propriedades semicondutoras que permitem controlar o movimento dos eletrões quando exposto à luz. Esta capacidade de canalizar a energia luminosa num fluxo elétrico direcionado é o que torna as células fotovoltaicas tão eficientes para a produção de energia solar.
Os elementos chave do sistema fotovoltaico
Um sistema fotovoltaico é um pouco como uma pequena fábrica a céu aberto. Não se resume apenas aos painéis que vemos nos telhados. Várias peças mestras trabalham em conjunto para que a energia do sol acabe por alimentar os seus aparelhos.
O papel das células fotovoltaicas
São elas as verdadeiras estrelas do espetáculo. As células fotovoltaicas, geralmente feitas de silício, são concebidas para captar a luz solar. Quando os fotões atingem estas células, eles fazem mover eletrões. Este movimento de eletrões é a eletricidade! Quanto mais células houver e quanto mais eficientes forem, mais eletricidade o seu painel produzirá. Elas são frequentemente agrupadas por 60 ou 72 para formar um painel.
A importância do inversor na conversão
A eletricidade que os painéis produzem é corrente contínua (CC), um pouco como a das pilhas. Ora, a maioria dos nossos aparelhos funciona com corrente alternada (CA). É aí que entra o inversor. Ele age como um tradutor, transformando a corrente contínua em corrente alternada utilizável. Sem ele, a eletricidade solar seria inútil para a casa. Os inversores modernos também fazem um pouco de monitorização, para ver se tudo funciona bem.
Os dispositivos de proteção e de contagem
Para que tudo corra em segurança, existem elementos de proteção. Eles evitam sobrecargas ou curtos-circuitos, um pouco como os disjuntores no seu quadro elétrico. Há também um contador. Este contador mede a eletricidade que produz e consome. É importante para saber quanta energia utiliza e quanta pode vender se produzir mais do que o necessário. Por vezes, podemos até ter baterias de armazenamento para guardar a energia produzida para mais tarde.
O conjunto destes componentes forma um ecossistema onde cada elemento tem a sua função. A qualidade de cada peça e a sua boa integração são determinantes para o desempenho global da sua instalação solar.
O funcionamento detalhado de um painel solar
A absorção de fotões pelas células
O processo de produção de eletricidade por um painel solar começa com a interação da luz solar com os seus componentes. Os painéis são constituídos por numerosas células fotovoltaicas, geralmente feitas de silício. Estas células são concebidas para captar a energia dos fotões, que são as partículas de luz. Quando os raios solares atingem a superfície do painel, os fotões penetram nas células de silício. Este é o ponto de partida de toda a cadeia de conversão energética.
A criação e separação das cargas elétricas
Uma vez que os fotões transferiram a sua energia para os eletrões do silício, estes são libertados do seu estado original. Este fenómeno cria pares eletrão-lacuna. Para que a eletricidade possa circular, é necessário que estas cargas sejam separadas e orientadas. Um campo elétrico interno, presente no interior da célula fotovoltaica, desempenha este papel. Ele força os eletrões a moverem-se numa direção e os
Da luz à eletricidade utilizável
A conversão da corrente contínua em corrente alternada
Uma vez que os seus painéis solares captaram a luz solar e a transformaram em eletricidade, esta energia inicia uma viagem através da sua casa. Os painéis fotovoltaicos geram corrente contínua (CC). Ora, a maioria dos aparelhos elétricos que usamos no dia a dia funcionam com corrente alternada (CA). É aí que entra um componente chave: o inversor. Este aparelho tem a missão de converter a corrente contínua em corrente alternada. Esta conversão é indispensável para que a eletricidade solar seja compatível com a sua rede doméstica. Sem esta etapa, a energia produzida pelos seus painéis seria inutilizável para as suas lâmpadas, o seu frigorífico ou a sua televisão. O inversor é, portanto, a ponte entre a energia bruta dos seus painéis e a energia que os seus aparelhos podem explorar.
O encaminhamento da eletricidade para a habitação
Após a sua transformação pelo inversor, a corrente alternada é dirigida para o seu quadro elétrico principal. Este é o centro nevrálgico da sua instalação elétrica. O quadro elétrico distribui então esta eletricidade para os diferentes circuitos da sua casa. Ele age como um distribuidor, garantindo que cada aparelho recebe a energia de que necessita. É também a este nível que se pode observar o consumo em tempo real e gerir os diferentes fluxos de energia. A ligação à rede pública também é feita através deste quadro, sujeita às autorizações necessárias. A eletricidade solar que chega à sua casa pode seguir vários caminhos, dependendo das suas necessidades e da sua instalação:
- Autoconsumo direto: A eletricidade é consumida imediatamente pelos seus aparelhos.
- Armazenamento: Se tiver baterias, o excesso de energia pode ser armazenado para utilização posterior.
- Injeção na rede: A eletricidade não consumida e não armazenada pode ser devolvida à rede pública.
O percurso da eletricidade solar é um processo bem definido, desde a captação da luz até à sua utilização concreta na sua casa, passando por etapas de conversão e distribuição.
Fatores que influenciam a produção de eletricidade solar
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Vários elementos entram em jogo para determinar a quantidade de eletricidade que os seus painéis solares vão produzir. Não basta instalá-los; é preciso também pensar no seu ambiente e no seu posicionamento.
O impacto da orientação e da inclinação
A orientação dos seus painéis é um ponto importante. No hemisfério norte, uma orientação a sul é geralmente a mais vantajosa, pois permite captar o máximo de sol ao longo do dia. Uma orientação a sul pode aumentar a produção anual em cerca de 10% em comparação com uma orientação a este ou a oeste. Se o seu telhado não for adequado, orientações a este ou a oeste podem ser uma solução, permitindo suavizar a produção ao longo do dia, mas com um rendimento global um pouco menor.
A inclinação também conta. O ângulo ideal para captar a maior quantidade de luz ao longo do ano situa-se frequentemente entre 30° e 35°. É geralmente a inclinação natural da maioria dos telhados, o que simplifica a instalação. Em algumas regiões, um ligeiro ajuste pode ser feito em função da latitude.
A influência das condições meteorológicas
Claro, o sol é o motor principal. Quanto maior o ensoleilamento, mais os seus painéis produzem. Mas atenção, o calor excessivo pode paradoxalmente reduzir a sua eficiência. As células fotovoltaicas funcionam melhor em temperaturas moderadas. Uma boa circulação de ar à volta dos painéis é, portanto, benéfica para evitar o sobreaquecimento. Em dias de chuva ou de forte cobertura nublada, a produção será logicamente mais baixa.
A importância da localização e das sombras
A localização é determinante. É absolutamente necessário evitar sombras projetadas nos seus painéis. Mesmo uma sombra parcial, causada por uma árvore, um edifício vizinho ou uma chaminé, pode reduzir significativamente a produção de eletricidade de todo o sistema. É, portanto, aconselhável estudar bem o ambiente da sua instalação para minimizar estas zonas de sombra. Um estudo de sombreamento prévio é frequentemente recomendado para antecipar estes problemas [bfe7].
Além disso, a limpeza dos painéis desempenha um papel. Poeira, folhas mortas ou excrementos de pássaros podem acumular-se na superfície e bloquear a luz solar, diminuindo assim o rendimento. Uma limpeza regular pode ser necessária para manter uma produção ótima [41e0].
Os diferentes tipos de painéis solares
Existem vários tipos de painéis solares fotovoltaicos no mercado, cada um com as suas particularidades. A escolha dependerá das suas necessidades, do seu orçamento e do espaço de que dispõe. Os dois tipos mais comuns são os painéis monocristalinos e os painéis policristalinos.
Os painéis monocristalinos e o seu desempenho
Os painéis monocristalinos são fabricados a partir de um único cristal de silício. Esta estrutura, muito pura, confere-lhes uma cor preta uniforme e uma excelente eficiência. São reconhecidos pelo seu elevado rendimento, geralmente entre 18% e 22%. Isto significa que convertem uma maior parte da luz solar em eletricidade em comparação com outros tipos de painéis. É por isso que são frequentemente recomendados quando o espaço de instalação é limitado, pois permitem produzir mais energia numa determinada área. Embora o seu custo inicial possa ser um pouco mais elevado, o seu desempenho a longo prazo e a sua durabilidade tornam-nos um investimento interessante para muitas casas. As tecnologias mais recentes continuam a melhorar ainda mais estes números, ultrapassando por vezes os 22% de rendimento.
Os painéis policristalinos e o seu custo
Os painéis policristalinos, por outro lado, são constituídos por vários cristais de silício montados. O seu processo de fabrico é um pouco menos complexo, o que geralmente se reflete no seu preço de compra mais acessível. Visualmente, distinguem-se pelo seu aspeto azulado e menos homogéneo. O seu rendimento é geralmente um pouco inferior ao dos painéis monocristalinos, situando-se habitualmente entre 15% e 18%. Representam uma opção muito interessante se dispuser de uma grande área para a sua instalação e se o orçamento for um fator determinante. Continuam a ser uma solução fiável para produzir eletricidade verde, mesmo que a sua eficiência por metro quadrado seja menor. Para uma visão geral das diferentes tecnologias, pode consultar diferentes tipos de painéis fotovoltaicos.
Eis uma tabela comparativa simplificada:
| Tipo de painel | Rendimento médio | Aspeto | Custo indicativo | Espaço necessário | Ideal para |
|---|---|---|---|---|---|
| Monocristalino | 18-22% | Preto uniforme | Mais elevado | Limitado | Maximizar a produção |
| Policristalino | 15-18% | Azul salpicado | Mais acessível | Mais amplo | Orçamento controlado |
A escolha entre estes dois tipos de painéis dependerá, portanto, das suas prioridades: maximizar a produção numa pequena área com painéis monocristalinos, ou optar por uma solução mais económica numa área maior com painéis policristalinos. Existem também painéis de película fina, mais flexíveis e leves, mas com um rendimento geralmente mais baixo, utilizados para aplicações específicas.
Otimizar o uso da energia solar
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Uma vez que os seus painéis solares produzem eletricidade, a questão surge: como tirar o melhor partido dela? Não se trata apenas de produzir, mas também de consumir inteligentemente esta energia limpa. Várias estratégias estão à sua disposição para maximizar os benefícios da sua instalação.
Autoconsumo direto
O autoconsumo direto consiste em utilizar a eletricidade produzida pelos seus painéis solares no momento em que ela é gerada. É o método mais simples para reduzir as suas contas de eletricidade. Para o conseguir, é aconselhável ligar os seus aparelhos mais consumidores de energia, como a máquina de lavar roupa ou a máquina de lavar loiça, durante as horas em que a sua produção solar é mais elevada, geralmente a meio do dia. Esta sincronização permite consumir diretamente a energia que produz, aumentando assim a sua independência energética.
Armazenamento de energia com baterias
Para ir mais longe na autonomia, o armazenamento de energia através de baterias é uma opção interessante. Quando os seus painéis produzem mais eletricidade do que a que consome instantaneamente, o excesso pode ser armazenado numa bateria. Esta energia acumulada poderá depois ser utilizada à noite, durante a noite, ou em dias menos ensolarados. Isto permite reduzir ainda mais a sua dependência da rede elétrica tradicional e aumentar a sua taxa de autoconsumo. A integração de uma bateria é particularmente relevante para locais críticos ou para aqueles que visam a máxima independência energética.
Injeção de excedentes na rede
Se não consumir ou não armazenar toda a eletricidade produzida, o excedente pode ser injetado na rede pública de distribuição. Esta ação permite-lhe valorizar cada quilowatt-hora produzido. A eletricidade injetada é geralmente comprada por um organismo, o que pode gerar um rendimento complementar e melhorar a rentabilidade global da sua instalação solar. É uma forma de contribuir para o equilíbrio da rede, beneficiando ao mesmo tempo de uma compensação financeira. A escolha entre estas diferentes opções dependerá dos seus objetivos pessoais, do seu perfil de consumo e do seu orçamento de investimento.
As formalidades administrativas para uma instalação solar
Antes de poder desfrutar da eletricidade produzida pelos seus painéis solares, é indispensável passar por várias etapas administrativas. Estas formalidades, embora por vezes vistas como complexas, são necessárias para garantir a conformidade da sua instalação e permitir-lhe beneficiar de todas as vantagens, como a venda do excedente de eletricidade.
A declaração prévia de obras na câmara municipal
A primeira etapa consiste geralmente em informar a sua câmara municipal sobre o seu projeto. Se instalar painéis numa casa existente, é necessário apresentar uma declaração prévia de obras. Este documento permite à câmara municipal verificar se a sua instalação respeita as regras de urbanismo locais, como as definidas no Plano Diretor Municipal (PDM). É importante saber que em certas zonas protegidas (locais classificados, perto de monumentos históricos), aplicam-se regras mais rigorosas, e pode ser necessária uma autorização específica. A câmara municipal tem um prazo de um mês para lhe responder. É, portanto, aconselhável agir com antecedência. Para o ajudar nesta formalidade, pode consultar o PDM da sua câmara municipal, disponível na câmara municipal ou no seu site. Esta declaração é uma etapa chave para obter o sinal verde do seu projeto. Para novas construções, as declarações solares são integradas na licença de construção. Os painéis instalados no solo não requerem uma declaração distinta [2f9c].
O pedido de ligação à rede junto da Enedis
Uma vez que a sua câmara municipal tenha dado o seu acordo, é necessário dirigir-se à Enedis, o gestor da rede de distribuição de eletricidade. Se desejar vender o seu excedente de produção ou se a sua instalação exceder uma certa potência, é necessária uma ligação à rede. Terá de constituir um dossier de pedido de ligação. Este dossier inclui geralmente a declaração prévia de obras aceite, um plano de localização da sua habitação e um plano de massa da instalação. A Enedis analisará o seu pedido e enviar-lhe-á uma proposta de ligação, que inclui um orçamento para as eventuais obras a seu cargo e um prazo. É possível delegar esta formalidade ao seu instalador profissional.
A certificação Consuel
A última etapa administrativa importante é a obtenção do certificado de conformidade elétrica, emitido pelo Consuel (Comité Nacional para a Segurança dos Utilizadores de Eletricidade). Este organismo independente verifica se a sua instalação cumpre todas as normas de segurança em vigor. Um técnico do Consuel irá ao local após a conclusão das obras para inspecionar o estaleiro. Uma vez validada a conformidade, o Consuel emitirá o certificado, indispensável para a entrada em serviço da sua instalação pela Enedis. Este certificado prova que a sua instalação é segura e está em conformidade com os regulamentos. É fortemente recomendado confiar esta formalidade ao seu instalador, que saberá realizá-la de acordo com as regras da arte. Estas formalidades são necessárias para uma instalação de painéis solares [33b2].
É importante notar que estas formalidades podem variar ligeiramente dependendo da sua câmara municipal e da natureza exata do seu projeto. Um profissional qualificado poderá guiá-lo eficazmente através destas diferentes etapas administrativas, garantindo assim uma instalação conforme e tranquila.
Para resumir de forma simples
Pronto, demos a volta ao funcionamento dos painéis solares. Basicamente, eles captam a luz do sol, transformam-na em eletricidade e depois podem alimentar a sua casa. Não é assim tão complicado quando olhamos mais de perto, pois não? A ideia é que o sol nos dá energia gratuitamente, e estes painéis ajudam-nos a utilizá-la. Claro, há todo o sistema à volta, como o inversor que faz a conversão, mas o cerne da questão é realmente esta transformação da luz em corrente. Espero que isto o tenha ajudado a ter uma visão mais clara para o seu projeto.
Perguntas Frequentes
O que faz exatamente um painel solar?
Um painel solar é um pouco como uma esponja de luz. Ele capta a luz do sol e, graças a um fenómeno chamado efeito fotovoltaico, transforma-a em eletricidade. Esta eletricidade é inicialmente uma corrente contínua, como a de uma pilha.
Como é que a luz solar se torna eletricidade no painel?
Dentro do painel, existem pequenas peças chamadas células solares, frequentemente feitas de silício. Quando os raios solares (os fotões) tocam estas células, eles dão energia aos eletrões, que começam a mover-se. Este movimento de eletrões é a eletricidade!
Por que se fala de corrente contínua e corrente alternada?
A eletricidade produzida diretamente pelo painel é uma corrente contínua (CC), que vai sempre na mesma direção. Ora, os nossos aparelhos elétricos em casa funcionam com corrente alternada (CA), que muda de direção. É, portanto, necessário um aparelho especial, o inversor, para transformar a CC em CA.
Qual é o papel do inversor num sistema solar?
O inversor é muito importante. O seu trabalho é pegar na corrente contínua (CC) fabricada pelos painéis solares e transformá-la em corrente alternada (CA). É graças a ele que a eletricidade do sol pode acender a sua televisão ou fazer funcionar o seu frigorífico.
Os painéis solares funcionam quando não há sol?
Os painéis solares precisam de luz para funcionar, não necessariamente de sol direto. Eles produzem eletricidade mesmo quando o céu está nublado, mas muito menos do que num belo dia de sol. À noite, eles não produzem nada.
A orientação do painel solar é importante?
Sim, é muito importante! Para captar o máximo de sol, é preferível que os painéis estejam virados para sul e ligeiramente inclinados. Se um painel estiver mal orientado ou se houver sombras sobre ele (por exemplo, devido a uma árvore), ele produzirá menos eletricidade.
O que acontece se os meus painéis produzirem mais eletricidade do que eu consumo?
Se os seus painéis produzirem mais eletricidade do que a que utiliza nesse momento, tem várias opções. Pode armazená-la em baterias para a utilizar mais tarde, ou vendê-la a companhias de eletricidade. É o que se chama injetar os excedentes na rede.
Quais são as formalidades a cumprir antes de instalar painéis solares?
Antes de instalar painéis solares em sua casa, é necessário cumprir algumas formalidades administrativas. Geralmente, é preciso informar a câmara municipal (declaração de obras) e solicitar a autorização de ligação à rede elétrica à Enedis. É também necessário obter um certificado (como o Consuel) que comprove que a instalação foi feita corretamente.